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Escatologia: Tudo Gira em Torno da Esperança Por Michael J. Svigel

  • 29 de mar.
  • 3 min de leitura


Por que os cristãos devem possuir uma esperança concreta nas promessas do retorno de Cristo, da ressurreição futura e do reino eterno de Deus?

Certa feita, Shakespeare escreveu: “Os miseráveis não têm outro remédio, a não ser a esperança”.[1] Caso vivesse no século 21, ele não teria escrito essas palavras. Existem, hoje em dia, inúmeros tratamentos, remédios e programas para tratar a miséria. Em muitos aspectos, o “tratamento” do desespero humano tem sido inserido quase totalmente no reino da ciência secular. Como observa Janet Soskice: “A falta de fé e de caridade pode ser tratada com oração, mas a ausência de esperança é tratada com antidepressivos”.[2]

Enquanto os cristãos negligenciarem a esperança futura como um tema principal de sua história de fé, eles também perdem o seu poder curador. Expressando de forma simples, a esperança no futuro possui um grande valor para o presente. Não uma noção de que “as coisas irão melhorar em um futuro próximo”, ou uma vaga sensação de que “Jesus voltará e consertará todas as coisas”. Uma expectativa difusa em um amanhã mais brilhante pode funcionar para políticos tentando angariar apoio ou para poetas que buscam explorar o sentimentalismo. A esperança em Cristo possui um valor terapêutico porque ela é concreta. Promessas específicas. Expectativas particulares. Descrições detalhadas. Essas facetas apresentam um quadro para a nossa mente que se assemelha mais a uma pintura de Rembrandt do que a uma de Monet.

Uma expectativa difusa em um amanhã mais brilhante pode funcionar para políticos tentando angariar apoio ou para poetas que buscam explorar o sentimentalismo.

O conhecimento e a confiança no que Deus afirma que está por vir possuem hoje um poder curativo e motivador para nós, porque a esperança eleva o nosso coração e a nossa mente acima das circunstâncias da nossa vida. Ela nos fornece vislumbres de um futuro glorioso; nos inspira a olhar para fora e para cima, para uma vida infinitamente melhor, em vez de nos arrastar para baixo e para dentro, deixando-nos obcecados com nossos cenários e situações. A consciência sobre o que nos aguarda à frente retira os nossos olhos das coisas que parecem importantes, focando-os naquilo que é vitalmente significante. Quanto mais reconhecermos, aqui e agora, a brevidade e a incerteza do tempo presente em comparação com o “eterno peso de glória” (2Coríntios 4.17), mais as nossas atitudes e ações serão permanentemente influenciadas para melhor – na verdade, para o que é melhor acima de todas as coisas.

John Polkinghorne assim expressou:

Essa atitude humana [de esperança] é de significância religiosa porque ela aponta para além dos limites do presente e deve buscar o seu fundamento além dos indivíduos humanos. A esperança envolve apegar-se firmemente à promessa em um contexto de aparente contradição. O oposto de esperança é desespero, uma rejeição niilista da confiança na significância da vida.[3]

Relembre os seus breves dias no ensino fundamental. Pense nas coisas com as quais você se preocupava e queria muito – as brigas frívolas com amigos inconstantes, os problemas que pareciam, de alguma forma, intransponíveis e os medos que provariam ser infundados. Se você conhecesse, então, o que conhece agora – que a maioria dos “problemas” que consumiam tanta energia emocional era brincadeira de criança –, como os seus pensamentos, sentimentos e ações teriam sido impactados? O mesmo é verdadeiro quando comparamos a nossa presente vida terrena com a realidade do que está por vir. A grande notícia é que Deus nos informa sobre os futuros acontecimentos de uma maneira que pode transformar a nossa mente, elevar a nossa cabeça acima da escuridão temporal e nos permitir captar vislumbres da luz infindável da eternidade.

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